A equipe Bat Tech, da SESI Escola São Gonçalo do Amarante, embarcou nesta quarta-feira (26) para a Califórnia, nos Estados Unidos, onde irá representar o Rio Grande do Norte e o Brasil no Western Edge Premier Event, um dos principais torneios internacionais da FIRST Tech Challenge. A competição será realizada entre os dias 28 e 31 de maio e reúne equipes de diferentes países em desafios voltados à inovação, tecnologia e robótica educacional.

A Bat Tech é formada pelos estudantes do ensino médio Guilherme Massami, Raycka Cavalcante, João Davi, Pedro Santos, Emanuel Arcanjo e Gustavo Lins, sob orientação dos técnicos Josinaldo Araújo, do SESI-RN, e Dimas Alves.
A participação marca mais um passo da equipe potiguar no cenário global da tecnologia e da inovação. A classificação veio após a conquista do Connect Award durante o Torneio Nacional de Robótica do SESI, realizado no Festival SESI de Educação, em São Paulo, no início de março. O prêmio reconhece a solução que melhor se conecta com as demandas do setor industrial. Esta é a segunda vez que a equipe disputa uma competição internacional.
Segundo a superintendente regional do SESI-RN, Danielle Mafra, a participação da equipe no torneio internacional reforça a importância da educação baseada em tecnologia e inovação. “Esses resultados mostram a capacidade dos nossos estudantes e evidenciam que eles estão preparados para atuar em cenários cada vez mais desafiadores e conectados com a indústria”, afirma.
A coordenadora de Educação do SESI-RN, Ana Karenine Medina, destaca o papel da educação tecnológica na formação dos estudantes. “A robótica educacional é uma das ferramentas que utilizamos para desenvolver competências essenciais, como pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas. No SESI, acreditamos na educação tecnológica como caminho para preparar nossos alunos para os desafios do futuro e para uma atuação cada vez mais conectada com as demandas da indústria”, afirma.
Alunos apresentam projeto que se conecta com a indústria
Na competição, além da robótica, os alunos apresentarão também um projeto que consiste na atuação direta junto às indústrias, a partir da identificação de desafios reais nos processos produtivos, como questões de eficiência, custos ou impactos ambientais, para o desenvolvimento de soluções tecnológicas práticas e aplicáveis ao dia a dia das empresas.
O diferencial do BAT Solution está na capacidade de transformar problemas complexos em soluções simples e eficientes, gerando impacto concreto no setor produtivo, comenta o aluno Guilherme Massami. “Por isso, o projeto se consolidou como símbolo do Connect Award, ao representar a conexão entre a robótica educacional e a indústria, levando inovação desenvolvida por estudantes para dentro das empresas”, disse.
Entre os destaques deste ano está a atuação junto ao Global Wind Energy Council, na qual a equipe desenvolveu uma solução inovadora: uma tinta capaz de reduzir a mortalidade de aves em parques eólicos, contribuindo para a sustentabilidade e a mitigação de impactos ambientais no setor.
Para o professor e técnico da equipe, Josinaldo Araújo, o reconhecimento conquistado reforça a relevância do trabalho desenvolvido. “Conquistar esse prêmio pelo segundo ano consecutivo reforça a consistência e a relevância do nosso trabalho enquanto equipe. Mais do que um reconhecimento, essa conquista valida o impacto das nossas ações e o protagonismo dos estudantes, além de fortalecer nossa presença no cenário internacional”, destacou.
Além da classificação internacional, a equipe também foi destaque no Prêmio Bússola, com o técnico Dimas Alves conquistando o segundo lugar na categoria que reconhece lideranças técnicas, no Festival de Educação do SESI em São Paulo.




